Sete Maravilhas da Gastronomia: A Alcatra da Terceira

"Uma Alcatra da Terceira é o mundo à mesa!". Este é a linha orientadora da candidatura da típica alcatra terceirense ao concurso nacional "Sete Maravilhas da Gastronomia".

A candidatura, apresentada pelas confrarias da Alcatra da Terceira e do Vinho Verdelho dos Biscoitos , com os apoios da GRATER e das edilidades de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória, foi oficializada no último sábado.

No texto de suporte à candidatura, ao qual o nosso jornal teve acesso, é referido que "a viagem começa no alguidar e no saber milenar das vasilhas de barro do Mediterrâneo oriental, de que ele guarda a sonoridade árabe do nom2.

"Na Ilha Terceira, nos Açores, consolidou forma específica sendo o recipiente obrigatório para a confecção deste prato, religiosamente comido por todos quantos festejam, sobretudo entre os domingos de Páscoa e da Trindade, o culto cristão, de origem medieval europeia, ao Divino Espírito Santo", contextualiza.

Salienta, a propósito, que "entre o cozido e o assado, a alcatra tornou-se, em pleno Atlântico, lugar de encontro de sabores, onde a carne se vê envolvida no louro da Europa, a pimenta preta e cravinho da Índia e a pimenta da Jamaica".

"A alcatra, para ser bem feita, tem de ser preparada e cozinhada na antevéspera e reaquecida umas duas vezes, na esteira das cozinhas antigas de raiz ibérica e flamenga", enfatiza a candidatura.

Pormenoriza ainda que "tudo isso é envolvido – no alguidar e no copo – por um vinho verdelho que se cultiva nas ilhas desde os Descobrimentos, junto do mar e trabalhado, também, pela ressalga", sendo que a alcatra deve "ser servida a ferver e acompanhada de massa sovada e pão de leite, nem doce nem amargo, o certo para ensopar no molho a e acompanhar".

In aunião

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