
O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, reconheceu ser necessário travar um combate para afirmar as "capacidades e competências" da autonomia dos Açores no quadro do País, assegurando que os funcionários públicos abrangidos pela prometida compensação salarial não serão prejudicados.
Carlos César falava à saída de uma reunião em Angra do Heroísmo com o representante da República na região, a quem justificou a atribuição de uma compensação salarial a 3700 funcionários públicos do arquipélago que auferem salários entre 1500 e 2000 euros, para repor os cortes salariais impostos pelo Governo nacional.
"Temos de pôr mãos à obra, que é como quem diz mãos à luta, para clarificar o nosso ordenamento autonómico e as capacidades e competências do nosso regime de autogoverno", frisou após a reunião com José António Mesquita.
Na polémica da compensação remuneratória, que classificou de "desproporcionada, a todos os títulos, e sem muito sentido", Carlos César põe duas hipóteses: "Ou haverá confirmação dos nossos poderes, o que é justo e razoável, ou haverá um sinal de que nós não avançámos tanto até hoje quanto pen- sávamos que tínhamos avançado." César chama ainda a atenção para a existência de remunerações complementares nos Açores que não foram consideradas ilegais.