Interrupção de bailinho no Juncal alvo de inquérito

A Empresa Municipal Praia em Movimento vai instaurar um inquérito para apurar o sucedido com a interrupção, por parte de colaboradores da empresa, de um bailinho de Carnaval de idosos, domingo, no Centro Social do Juncal.

O inquérito será levado a cabo por um gabinete jurídico externo, liderado por Borges de Carvalho, e foi deliberado após reunião extraordinária do Conselho de Administração da Praia em Movimento.

Em comunicado, a empresa realça ter tomado conhecimento do sucedido na segunda feira, e que foram colaboradores seus e não da Câmara Municipal da Praia da Vitória, os envolvidos nesta situação, acrescentando que a actuação dos mesmos “decorreu à revelia e sem qualquer conhecimento” da administração e do executivo do município.

A Praia Movimento e a autarquia afirmam ainda que não irão prestar declarações até ao inquérito estar concluído, não pretendendo contribuir para que sejam feitos julgamentos na praça pública.

A terminar, o comunicado refere que os responsáveis do bailinho, intitulado “Ai as calças do patrão”, já foram informados da decisão de instaurar um inquérito aos acontecimentos e que os mesmos serão ouvidos no âmbito do processo.

Recorde-se que o caso surgiu depois da actuação do bailinho, que criticava a distribuição de cabazes de Natal pela empresa municipal praiense, ter sido interrompida por alguns colaboradores da mesma, que responderam às criticas com a declamação de algumas rimas em jeito de resposta.

Esta situação levou o PSD da Praia da Vitória a pedir a demissão do responsável pelo sector social da Praia Ambiente, um dos envolvidos no caso, classificando o episódio como “atentado contra a democracia e contra a liberdade de expressão.

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