Investigador português publica estudo que revela o ADN das línguas europeias

REVELADO O MISTÉRIO DA ORIGEM DA NOSSA LÍNGUA,
ANTERIOR AO LATIM E À EUROPA


Investigador português publica estudo que revela o ADN das línguas europeias. Desde o início do século XX vários investigadores tentaram decifrar este código, mas sem terem atingido os resultados desejados.
A decifração da escrita da cultura Harappā / Mohenjo-Dāro, do vale do Indo – Índia, preenche o elo perdido entre as civilizações Assírio-caldaica, Egípcia e Indo-europeia. Esta decifração contribui para desvelar um dos mais enigmáticos puzzles da história dos Indo-europeus.
Mais antiga que a escrita Hitita e tão antiga como o hieroglífico egípcio, a escrita do Vale do rio Indo (c. 2.800-1500 a.C.), apresenta o mais provecto testemunho do pensamento e da cultura Indo-europeia expressa através de "selos" (contendo informações astronómicas e astrológicas), que mais tarde aparecem nos hinos védicos sob a forma escrita. Sendo a escrita ideográfica indo-europeia mais antiga que se conhece, o valor desta descoberta no seio da História e da Linguística reveste-se de uma enorme importância.
A nível linguístico pode ser considerada a mãe de todas as línguas indo-europeias, das quais o Sânscrito é herdeiro directo, incluindo as línguas modernas, como o Inglês, o Alemão, o Francês, o Italiano, o Português, etc.
A decifração resultou de um longo e exaustivo processo de 21 anos investigação, recorrendo à Linguística, à História, à Arqueologia e à Antropologia. Ao contrário do que aconteceu com os investigadores precedentes, a decifração da escrita ideográfica de Harappā/Mohenjo-Dāro não foi contemplada com uma pedra "bilingue" ou "trilingue".
O último grande orientalista que igualmente dedicou vinte anos da sua vida, mas sem ter atingido o derradeiro resultado, foi o Professor Dr. Asko Parpola da Universidade de Elsinkia que, findo este longo período abandonou a sua pesquisa.
Depois dele, N.S. Rajaram e Natwar Jha tentaram igualmente ler as inscrições a partir de modelos que acabaram por não produzir uma gramática ou um dicionário. Finalmente, em 2010-2011, José Carlos Calazans expõe a conclusão dos seus trabalhos ao fim de vinte e um anos de pesquisa, através da publicação Breve Gramática da Língua de Harappā (pub. Revista Lusófona de Ciência das Religiões, vol. II)* .
Dr. Rajesh P. N. Rao, professor associado da Universidade de Washington (Seattle) em Ciência Computacional e Engenharia, anunciou em Dezembro de 2008, no artigo conjunto Entropic Evidence for Linguistic Structure in the Indus Script, que esta escrita ― apesar de até à data do referido artigo não ter sido decifrada ―, após ser submetida a análise computacional, apresenta características que favorecem a hipótese linguística de pertencer a um grupo de línguas naturais da região. Este facto vem corroborar as conclusões de José Carlos Calazans, justificando a publicação da investigação. * Esta publicação vem no seguimento da sua comunicação apresentada ao XIII Congresso Internacional de Arqueologia do Sudeste Asiático (realizado Ravenna) em 2007, e após a notícia das últimas pesquisas lideradas pelo Dr. Rao, da Universidade de Washington (Seattle).
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