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Quase metade dos jovens já teve sexo alcoolizado.
Um estudo da Agência Europeia de Informação sobre Droga revela que 45% dos jovens angrenses já tiveram sexo alcoolizados e 14% sob o efeito de drogas.
Quatro em cada dez jovens açorianos já tiveram relações sexuais sob o efeito de álcool. Esta é uma das conclusões de um estudo da Agência Europeia de Informação sobre Droga (OEDT) que analisou os comportamentos dos jovens de nove cidades portuguesas, entre quais Angra do Heroísmo e Ponta Delgada. Segundo o estudo, revelado pela Associação por um Portugal Livre de Drogas (APDL), quase metade dos jovens de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada já tiveram sexo alcoolizados - 45 e 46 por cento, respetivamente. Além disso, 14 por cento dos angrenses já praticou sexo sob o efeito de drogas. Por outro lado, 27 por cento dos jovens de Angra e 28 por cento de Ponta Delgada já conduziram alcoolizados ou drogados, sendo os jovens ponta-delgadenses os maiores consumidores de drogas tranquilizantes do país.
Segundo a APDL, "por mais preocupantes que estes números possam parecer, encontram-se abaixo da média nacional".
Para além de Angra e de Ponta Delgada, o estudo da Agência Europeia de Informação sobre Droga analisou também os comportamentos dos jovens de Aveiro, Funchal, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Viseu e Coimbra.
A investigação concluiu ainda que os jovens que saem à noite têm dez vezes mais probabilidade de experimentar drogas, comparativamente com os que não frequentam espaços de diversão noturna.
Da amostra nacional analisada, cerca de 2/3 dos jovens noctívagos declararam ter consumido substâncias ilícitas, pelo menos, uma vez na vida.
Manuel Pinto Coelho, presidente da APLD, considera que "é preciso lutar contra esta atual generalização e normalização do consumo recreativo de drogas, bem como contra a adoção de outros comportamentos de risco associados". "O primeiro passo é a informação", sublinhou.
A Associação Para Um Portugal Livre de Drogas foi criada em junho de 2004 com o intuito de promover a ideia de que o combate à toxicodependência deve privilegiar a prevenção e o tratamento e que as drogas de substituição devem ser utilizadas unicamente nos casos em que têm indicação.
São outros objetivos da APDL discutir abertamente modelos de acompanhamento e tratamento de toxicodependentes e incentivar a cooperação internacional com países na Europa e fora dela que adotaram o modelo de sociedades livres de drogas.