

O Mergulho Técnico e o mergulho com grandes pelágicos, como o Mergulho com Tubarões Baleia e com Jamantas, poderão de futuro assumir um papel diferenciador.
Região afirma-se como um destino de mergulho.
A ilha Graciosa foi palco da III edição da Bienal de Turismo Subaquático. O encontro, realizado no passado fim de semana, reuniu vários especialistas.
Os Açores, pela sua localização e génese geológica, apresentam um grande potencial para a prática do mergulho. Esta é foi principal constatação saída da III edição da Bienal de Turismo Subaquático. A iniciativa decorreu, no passado fim de semana, na ilha Graciosa.
Organizada pela Agrapome e pela Associação Regional de Turismo (ART), a acção teve como objectivo principal contribuir para o futuro que "se anseia de desenvolvimento turístico e económico destas ilhas, no Atlântico plantadas, tendo como elemento agregador o turismo subaquático e muito particularmente o mergulho", afirmam os organizadores.
Desta forma, e apesar de toda a diversidade presente nas nove ilhas do Arquipélago, constata-se a existência de vectores comuns, de possível desenvolvimento futuro.
A flora e a fauna marinhas dos Açores aliadas à envolvente humana, constituem factores de grande riqueza, de diversidade e de diferenciação positiva no seio do mercado crescente e concorrencial do Turismo Subaquático. A este propósito, refira-se que tal facto concorreu também para que algumas das ilhas açorianas, como é exemplo a Graciosa, sejam hoje consideradas reservas da biosfera.
O mergulho costeiro e recreativo tem sido o motor de implementação deste segmento de mercado turístico. No entanto, é possível constatar que existem na Região motivos de interesse que permitem abrir novos rumos e linhas de promoção e desenvolvimento do sector.
O Mergulho Técnico e o mergulho com grandes pelágicos, como o Mergulho com Tubarões Baleia e com Jamantas, poderão de futuro assumir um papel diferenciador e valorizador do turismo subaquático.
Por sua vez, também o mergulho recreativo, com recurso à criação e usufruto de recifes e estruturas artificiais criadas, por exemplo, pelo afundamento de navios, constituem uma ferramenta a ter em conta no desenvolvimento turístico dos Açores.
Existem já alguns casos de sucesso que devem continuar a ser explorados e potenciados, sublinham alguns elementos que participaram nesta bienal. "A par da vertente lúdica que proporcionam, tais estruturas possuem também uma componente ambiental de relevante interesse pela forma como contribuem para a fixação e proliferação de vida marinha", realçam.
Por outro lado, também a criação recente de Parques Arqueológicos Subaquáticos poderão constituir uma mais valia a potenciar, face ao número de naufrágios de que há conhecimento nos Açores. Assim, refere a organização, "teremos que encarar a criação destes recifes artificiais como espaços de vida, de descoberta, de diversão mas também de história, de aprendizagem e de conhecimento. Respeitando sempre o meio ambiente envolvente".
Contudo, o crescimento do mergulho como segmento turístico, não pode nem deve descurar os aspectos ligados à segurança e aos riscos a ele associados. Deve-se, por isso, apostar sempre e cada vez mais na informação, formação, prevenção e minimização dos riscos associados a esta actividade que continua, ainda, a apresentar um elevado potencial de crescimento nos Açores. Como disse um conferencista, é preciso "nunca voltar as costas às regras de segurança", para que se possa oferecer serviços com maior qualidade.
In expressodasnove